vens e retiras-me a concha de eremita. estou agora exposto a correntes e predadores, de carne mole como os moluscos. fazes do meu coração solo arado. e o meu olhar perdeu a pretensão de que se vestia. fazes-me acreditar que é preciso situar-me no epicentro da vontade e que asa é nome de gente. não poderei colher o que não cuido. é assim que descubro a lucidez do íntimo. porque estás diante de mim, não é possível fugir de mim próprio.
1 comentário:
Lindíssimo!
Abraço
C
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